Social liberalismo e os desafios para o Brasil

10/05/2018 - 12:20
Wilson Picler é professor e presidente do Grupo Uninter. Wilson Picler é professor e presidente do Grupo Uninter. Foto: Assessoria

Por: Wilson Picler

No quadro atual, caminhamos para uma eleição em que os candidatos vão tentar convencer os eleitores de que eles, sim, são honestos. E quem conseguir, terá grandes chances de conquistar o cargo que almejou. Se for realmente honesto, então, o povo terá conseguido o que tanto tem buscado neste momento.

É óbvio que a honestidade é um atributo indispensável na política, na vida pública, em todos os setores e para todas as pessoas. Por ser um requisito tão básico, tão essencial, não deveria ter tanto destaque na política, nas eleições.

A escolha dos governantes e dos demais representantes da população é a grande oportunidade para discutir e definir conceitos, projetos, propostas para a Nação, para o estado, para as cidades. Pelo menos, deveria ser.

Em 2018, a corrupção estará no centro das discussões e das campanhas. É uma preocupação muito importante e deve ser enfrentada como quer a maioria do povo brasileiro, mas o debate de um Brasil novo deve ir além disso. Temos que avaliar e discutir também as propostas dos candidatos. O que queremos para o País e o que o Brasil precisa.

Temos que qualificar esse debate, aproveitar as eleições e a crise política para propor um novo projeto.

Não se trata de reinventar a roda, mas de restabelecer alguns princípios que os próprios políticos teimam em esconder.

O que queremos é fortalecer a democracia e a liberdade. Liberdade que tem sido vilipendiada em favor de um estatismo oportunista.

Fonte da estagnação econômica, o Estado hipertrofiado também favorece a corrupção, a dependência política e o controle sobre os cidadãos.

Já está mais do que na hora de um candidato, quiçá, de um grupo político, brandir as bandeiras do liberalismo, do social liberalismo.

O liberalismo valoriza a iniciativa privada e a responsabilidade do indivíduo. Para o social liberalismo, cabe ao Estado incentivar a criatividade e a iniciativa dos cidadãos. Um Estado regulamentador e não provedor e, muito menos, competidor com as iniciativas da sociedade, da economia livre e dinâmica.

Neste preâmbulo, buscamos recuperar alguns conceitos esquecidos e praticamente proibidos pela política populista. O Brasil está carente de um projeto claro e honesto.

Este desafio também está lançado.

Wilson Picler é professor e presidente do Grupo Uninter.

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