Areac defende a redução dos tributos sobre o combustível

23/05/2018 - 13:15
Alto preço dos combustíveis sufoca a economia Alto preço dos combustíveis sufoca a economia Foto: Assessoria

Seguindo o mesmo pensamento das entidades inseridas na cadeia produtiva do agronegócio paranaense, a Areac (Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel), manifesta o seu total descontentamento com o governo federal em relação aos os abusivos e sucessivos aumentos dos combustíveis, registrados no País, inviabilizando o transporte rodoviário de cargas responsável por boa parte de que tudo que é produzido e exportado pelo Brasil. “A luta de todos agora é pela redução desta elevada carga tributária em relação aos combustíveis”, destacou o presidente da Areac, engenheiro agrônomo Francisco Justo Júnior.

A união da sociedade gira em torno da redução dos tributos incidentes na gasolina, diesel e etanol, podendo chegar a 40% no preço da bomba. Dentro da cadeia produtiva do agronegócio, os produtos da agropecuária são os que demandam o uso constante de combustível nos equipamentos usados para o plantio e colheita, além da importância na logística de transporte.

O protesto dos caminhoneiros ecoou entre os produtores rurais, com protestos e barreiras nas rodovias, revoltados, por exemplo, com a alta do diesel que subiu 25%. Nesta quarta-feira (23), eram 44 protestos nas rodovias federais e 75 nas estaduais. No campo, produtores estão jogando o leite fora por conta da falta de transporte para os laticínios, gerando prejuízo.

O mesmo ocorre com os avicultores, que não estão conseguindo receber os plantéis, sem contar a falta de ração nos silos de armazenagem. As Ceasas (Centrais de Abastecimento do Paraná) já apontam a falta de hortifrutigranjeiros, podendo levar ao desabastecimento nos supermercados.

A paralisação dos motoristas de caminhões chega ao terceiro dia nesta quarta-feira e afeta as principais artérias rodoviárias brasileiras, muitas delas bloqueadas. Já há uma ameaça de desabastecimento nos postos de combustível se o governo não ceder aos apelos da categoria para colocar um fim ao movimento. As cooperativas também já anunciaram a paralisação de suas atividades, como a C. Vale (Palotina), que suspendeu o abate diário de 530 mil frangos e 50 mil tilápias e a Frimesa, paralisando o abate de suínos nos frigoríficos de Medianeira e Marechal Cândido Rondon.

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