As negociatas do PT como você nunca viu antes

08/10/2019 - 10:34

Informações inéditas sobre pagamentos ilícitos a Lula e a campanhas do PT, segundo Palocci, ex-braço-direito de Dilma e do próprio Lula

Caro leitor,

Antonio Palocci desapareceu da vida pública brasileira em 2016, ao ser preso pela Lava Jato.

Mas não podemos esquecer: ele foi um dos personagens mais poderosos da era petista, tanto no governo Lula quanto na gestão Dilma Rousseff.

Comandou esses governos tanto na área econômica quanto política.

Depois de anos de negociação com a PF, o ex-todo-poderoso dos petistas enfim encerrou sua delação.

É um calhamaço contendo 39 anexos.

Neles, o ex-ministro elenca uma série de pagamentos ilícitos feitos a ele, a Lula e a campanhas do partido.

Os repórteres Fabio Serapião e Fabio Leite tiveram acesso exclusivo ao material:

Entre os cardeais petistas, teriam sido beneficiadas as campanhas de políticos como Gleisi Hoffmann, Fernando Pimentel e Lindberg Farias.

Milhões teriam sido despejadas nas campanhas deles.

Entre os pagadores, Palocci acusa grandes instituições financeiras, como o banco BGT Pactual, de André Esteves, além de Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Safra e Santander.

Também são citadas grandes empresas de outros setores, como Ambev, Camargo Corrêa, Grupo Silvio Santos, Qualicorp… a lista é longa.

Todos, segundo Palocci, teriam feito pagamentos ilícitos em troca de favores dos dirigentes petistas.

Leia a seguir um trecho da reportagem exclusiva, em que Palocci narra seus negócios com André Esteves, do BTG:

Em um dos capítulos, precisamente o de número 9, Palocci narra suas práticas espúrias com o banqueiro ao longo de quase dez anos e detalha como iniciou a trama dentro do Palácio do Planalto para que o Banco Central pudesse ajudar na campanha de Dilma em 2010. Ele conta que, para o esquema dar certo, era preciso tirar Henrique Meirelles do comando do BC e colocar alguém que pudesse vazar as informações ao PT. Há detalhes. Palocci diz que em 2009, quando era deputado federal, recebeu de Lula, em uma reunião à noite no Palácio da Alvorada, um pedido para comunicar Meirelles que ele seria demitido. O posto seria ocupado pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo. No encontro estavam presentes Mantega e o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula…

Palocci afirma que dias após o encontro conseguiu convencer Lula a manter Meirelles até o fim do governo… Era 2010. Naquele ano, André Esteves, que já havia se livrado de uma punição no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional em 2005 com a ajuda de Palocci em troca de uma doação de 4 milhões de reais para a campanha à reeleição de Lula em 2006, procurou novamente o ex-ministro. Ofereceu dinheiro para a campanha de Dilma. A ideia era resgatar o plano frustrado do BC no ano anterior e “ser um grande parceiro” no próximo mandato petista. Segundo o delator, 7 milhões de reais do BTG abasteceram a vitoriosa campanha presidencial, dos quais 5 milhões de reais por fora. Em 1º de janeiro de 2011, Alexandre Tombini assumiu o comando do Banco Central e a trama arquitetada por Mantega e Esteves finalmente se desenrolou, conta Palocci.

O caso mais emblemático ocorreu em agosto do ano seguinte, 2011. Segundo Palocci, Tombini informou Mantega e Dilma em uma reunião que, após dois anos de alta, o BC iria reduzir a taxa Selic de 12,5% para 12%. Mantega, então, teria repassado a informação privilegiada para Esteves, antes da divulgação da decisão pelo Copom. De acordo com a delação, o BTG realizou nos dias seguintes uma série de operações no mercado financeiro obtendo lucros muito acima da média. Após as operações, o patrimônio do Fundo Bintang, administrado pelo BTG, cresceu de 20 milhões para 38 milhões de reais em menos de três meses… Em contrapartida pela informação privilegiada, Esteves teria doado 9,5 milhões de reais para a campanha à reeleição de Dilma, em 2014, e repassado 10% dos lucros obtidos pelo Bintang a Lula…

A reportagem revela muito mais.

A partir da extensa delação de Palocci, mostram quem são os políticos e as grandes empresas acusadas pelo ex-braço-direito de Lula e Dilma

Para ter acesso a todas essas informações a todas as apurações exclusivas dos nossos repórteres, assine a Crusoé agora, em uma condição especial:

A Crusoé foi criada em 2018 pelos jornalistas Diogo Mainardi e Mario Sabino com o propósito de mostrar para você o que acontece pelos cantos de Brasília, trazendo a verdade à tona ─ doa a quem doer.

São princípios fundamentais da Crusoé:

não aceitamos anúncios ou qualquer outro tipo de recursos de governos ou entidades públicas, sejam eles federais, estaduais ou municipais, dos poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário

não aceitamos anúncios ou qualquer tipo de recursos de empresas estatais

não aceitamos anúncios ou qualquer tipo de recursos de empresas privadas enroladas em falcatruas

É isso que garante a você transparência total das informações divulgadas.

Como se diz vulgarmente, não temos o rabo preso com os ocupantes do poder.

Crusoé, uma ilha de independência no jornalismo brasileiro.

Crusoé é uma revista direita e de direita.

Não se trata de um trocadilho gratuito.

Num país em que os mais torpes argumentos são usados para escamotear os cofres públicos…

… fazer uma revista direita significa ser intransigente com os malfeitos, com a corrupção, o conchavo, o toma-lá-dá-cá, a incompetência…

Significa repudiar a velha política, aquela que foi derrotada em 2018 nas urnas.

Os representantes dessas práticas não têm colher de chá na Crusoé. Vale para Lula, para o PT, para o Renan…

Ser uma revista de direita significa, principalmente, defender valores e ações como:

A Democracia Representativa, em que os políticos legitimamente eleitos agem em nome do eleitor e são por ele fiscalizados. Nada de comitês e afins, dominados por partidários dos poderosos, como quer a esquerda;

A Livre Iniciativa, o direito dos cidadãos de se associarem livremente para aproveitar oportunidades e solucionar desafios contemporâneos, gerando negócios e riqueza. Governos não induzem prosperidade: quem o faz são os cidadãos empreendedores e as empresas, cabendo ao Estado estabelecer regras claras. Ou seja, nada do Estado gigante que controla tudo e nada entrega, como prega a esquerda;

A Liberdade de Expressão e de Acesso à Informação, o que inclui a liberdade da imprensa de revelar ao público o que os poderosos gostariam de esconder. Foi assim que o Brasil afastou do poder uma presidente que arruinou as finanças e colocou atrás das grades um ex-presidente corrupto que lavava dinheiro. “Controle social da mídia”, como pregam o PT e seus satélites, nada mais é do que uma ferramenta para intimidar e calar a imprensa que não se ajoelha diante do poder.

O Jornalismo Independente. Repetimos: a Crusoé, assim como O Antagonista, não aceita dinheiro de qualquer órgão público ou empresa estatal. Não há negociação nesse ponto. Mario Sabino costuma dizer que a publicidade estatal tem funcionado como um “mensalão”, por meio do qual governistas de plantão compram apoio de “jornalistas”. A prática aniquila o poder de fiscalização da imprensa sobre o governo. É um tiro na democracia. Foi assim nos governos petistas, que se associaram a blogs sujos. Que isso nunca mais se repita.

A Crusoé é, portanto, uma revista que tem coragem de admitir sua posição.

Mas isso não significa dar paz aos políticos de direita.

O atual governo já demonstrou que tem a pauta certa para modernizar o Brasil: uma profunda reforma econômica (que inclui a previdenciária) e uma intransigente política de combate ao crime.

A população felizmente concedeu um mandato a Jair Bolsonaro para que ele implemente essas mudanças.

Mas o presidente não tem uma carta em branco. É preciso fiscalizar seu governo, e nós o fazemos.

imagens