Palmas responde por 60% da madeira compensada exportada ao Reino Unido

13/06/2017 - 18:25
Sangali: "No seminário em Londres, destacamos os potenciais da indústria da madeira de Palmas" Sangali: "No seminário em Londres, destacamos os potenciais da indústria da madeira de Palmas" Foto: Divulgação

A indústria da madeira de Palmas responde por mais de 60% dos compensados que são exportados para o Reino Unido. O bloco, formado por Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales, consome 18% de toda produção de compensado do Brasil. As informações são do diretor do Comitê de Pinus da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), Fabiano Sangali.

A produção de compensados de Palmas ganhou destaque, em 1º de junho, no seminário da Indústria Brasileira da Madeira (Brazilian Timber Industry), realizado em Londres (Inglaterra). "Focamos nossa apresentação na história e formação da Abimci e nos itens produzidos em nossa cidade e região, promovendo desta forma todas as empresas de compensados de pinus", disse Sangali.

O representante da Abimci falou sobre a "Indústria de Madeira Processada Mecanicamente no Brasil: produtos, garantia de qualidade e sustentabilidade". A apresentação destacou a produção de madeira serrada de folhosas, que é base de beneficiamento em outros produtos madeireiros de maior valor agregado e do compensado de pinus que tem ampla aplicação nas indústrias da construção civil e naval, moveleira e automotiva.

"A indústria da madeira de Palmas confirmou sua força e referência no mercado internacional", ressaltou o diretor da Abimci. O segmento, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, responde por aproximadamente 80% do volume das das exportações da cidade, que chegou a US$ 65,89 milhões de janeiro a maio deste ano.

RECONHECIMENTO

O seminário em Londres, promovido pela Embaixada do Brasil e Federação do Comércio da Madeira do Reino Unido (Timber Trade Federation), apresentou uma visão geral da indústria, regulamentações e oportunidades comerciais atrativas para empresas importadoras associadas à instituição.

Ao final, o embaixador brasileiro no Reino Unido, Eduardo dos Santos, emitiu uma carta reconhecendo a participação de Fabiano Sangali no evento. O seminário, segundo ele, cumpriu o objetivo de apresentar uma visão geral do setor de madeira no Brasil, incluindo informações atualizadas sobre as políticas públicas ambientais, com foco no manejo sustentável de florestas e práticas corporativas de sustentabilidade.

O evento também serviu para promover as empresas brasileiras que comercializam madeira extraída de forma legal e sustentável. "A sua apresentação foi fundamental para o êxisto do nosso evento", disse o embaixador. Que concluiu: "Tive o prazer de reencontrá-lo e desejo-lhe êxito à frente do Comitê de Laminados e Compensados de Pinus da Abimci".

CONTEXTO

Além de Sangali e do embaixador, o seminário em Londres contou com participação do Diretor Feral da Federação do Comércio de Madeira do Reino Unido, David Hopkins. A programação incluiu palestras do Diretor Geral do Serviço Florestal Brasileiro, Ministério do Meio Ambiente, Raimundo Deusdará Filho, que falou sobre "Progresso das Políticas Públicas Ambientais no Brasil incluindo o Código Florestal, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Sistema de Monitoramento das Concessões Florestais".

SOBRE A ABIMCI

A Associação é uma entidade que há mais de 40 anos acredita na capacidade produtiva, criativa, inovadora e de superação das indústrias brasileiras. A atuação da entidade tem como foco principal fortalecer a indústria nacional.

A gestão da Abimci é baseada na qualidade de processos produtivos, representatividade, qualificação e educação e acesso à tecnologia, produtos e mercados. Atualmente, mais de 110 empresas dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Rondônia, Paraná, Maranhão, Pernambuco e Alagoas estão associadas a entidade.

Foto: Divulgação

 

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