Construção civil avalia como positivos os primeiros efeitos da Reforma Trabalhista

21/11/2017 - 17:21
Reunião do Sinduscon/Paraná-Oeste de segunda-feira (20), quando foi avaliada a Reforma Trabalhista Reunião do Sinduscon/Paraná-Oeste de segunda-feira (20), quando foi avaliada a Reforma Trabalhista Foto: Assessoria

Tendo como base a queda significativa no número de novas ações na Justiça do Trabalho desde que entrou em vigor, o setor da construção civil entende que, em um primeiro momento, os efeitos da Reforma Trabalhista são positivos. A opinião é do empresário Edson Vasconcelos, presidente da Acic e membro da CPRT (Comitê de Políticas e Relações Trabalhistas) do Sinduscon/Paraná-Oeste (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná Oeste).

Em vigor desde o dia 10 de novembro, a mudança na relação patrão-empregado amplia ainda mais a importância do papel sindical, na visão de Edson. “A relação entre sindicato patronal e laboral vem amadurecendo a cada dia. Com a reforma, o acordado se tornou mais forte e sustentado perante o legislado. Por isso, a categoria precisa entender que, mais do que nunca, ela precisa estar unida. Por isso, reveste-se de uma importância ainda mais especial a existência um sindicato empresarial forte”, observa.

Segundo ele, “A modernização não gera apenas facilidade na realização de um acordo ou convenção. Ela mexe na célula do passivo trabalhista, esse que é o grande mote das mudanças e que, de fato, já estão acontecendo”, diz. De acordo com Edson, “sinais de que as ações represadas que foram apresentadas em quantidade volumosa nos últimos dias do vigor da antiga legislação são positivos”, destaca. “Isso evidencia o óbvio: havia exageros”. Para ele, é necessário cautela e uma visão profunda sobre os reflexos vindouros, pois, diante do risco de não existir uma convenção coletiva, em detrimento a negociações individuais, esse contexto fragiliza o empresariado como um todo.

De acordo com Edson Vasconcelos, a falta de coerência e abusos cometidos por parte de algumas ações trabalhistas em curso na Justiça brasileira também está sendo colocada em xeque. O reflexo, diz, será não apenas a redução na quantidade de reclamações na Justiça, mas também a progressiva redução dos valores impostos pelas ações.

 

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