Greve de cunho político pretende “parar o País”

27/04/2017 - 15:00
Centrais sindicais da esquerda convocam para a greve geral Centrais sindicais da esquerda convocam para a greve geral Foto: Google

A greve geral marcada para esta sexta-feira (28) tem viés eminentemente político, embora sejam apresentadas como um movimento “contra as reformas” (trabalhista e previdenciária). Nas redes sociais, os ativistas de esquerda encerram suas longas postagens com a hashtag #foratemer .

As centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo convocaram esta greve geral e algumas categorias profissionais já confirmaram a adesão à paralisação nas principais capitais brasileiras.

Procurada, a Secretaria de comunicação da Presidência não quis comentar a mobilização. Em diversas ocasiões, Temer disse que as reformas são necessárias para o país voltar a crescer e retomar a geração de empregos. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou a dizer que sem a reforma da Previdência o Brasil pode "quebrar". Sobre a reforma trabalhista, Temer tem dito que é necessário modernizar as normas que regem as relações de trabalho.

A mobilização promete afetar serviços essenciais para a população, como o transporte urbano. Também vai ficar difícil voar na sexta-feira. Os aeroviários de todo o país aderiram à paralisação e prometeram cruzar os braços nos principais aeroportos brasileiros.

Paraná vai cortar ponto de grevista

O chefe da Casa Civil Valdir Rossoni afirmou  que a determinação é para que haja expediente normal em todas as repartições públicas e empresas do Estado nesta sexta-feira (28), inclusive com a manutenção do horário de aulas em todas as escolas da rede estadual.

Rossoni alertou que os funcionários públicos que faltarem ao trabalho terão o dia descontado da folha de pagamento, conforme determinou o Supremo Tribunal Federal em outubro passado. “Os paranaenses não suportam mais tantas greves. É preciso entender que o dinheiro utilizado para pagar salário do funcionalismo vem do suor da população, através dos impostos. Não é do governador ou meu”, declarou.

Rossoni disse que o governo reconhece o direito a manifestações, mas sugeriu que elas ocorram nos finais de semana, feriados ou fora do horário de expediente para não atrapalhar a população em geral. “Estamos abertos a negociações, mas greve não acrescenta nada à sociedade paranaense. E quem não trabalha não recebe”.

link matéria

http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=93632&tit=Expediente-sera-normal-em-todas-as-reparticoes-publicas-do-Estado-na-6a&ordem=70

Em Cascavel, as empresas que operam o transporte coletivo emitiram o seguinte “Comunicado de interesse público”:

  As concessionárias do transporte coletivo de Cascavel – Pioneira e Viação Capital do Oeste –, juntamente com a Associação ValeSim, que opera o serviço de bilhetagem eletrônica do sistema, esclarecem a população que toda e qualquer greve realizada à margem da legalidade é totalmente repudiada pelas empresas, principalmente em serviços públicos essenciais, como é o caso do transporte coletivo.

 As empresas lertam ainda que paralisações ilegais levarão os responsáveis a responderem por perdas e danos, além dos descontos do salário e do DSR dos dias perdidos, independentemente do segmento em que atue.

Caciopar é a favor do Brasil, da união, respeito e prosperidade

Há 41 anos, a Caciopar se mantém fiel aos princípios que a conceberam. Mesmo que o Brasil e o mundo tenham mudado muito nessas quatro décadas, a Coordenadoria observa os parâmetros que justificaram a criação de uma entidade com a responsabilidade de ser a voz de empresários de uma região inteira. Ela se coloca ao lado do trabalho, da união, do respeito, da observação das leis, da geração e do compartilhamento de riquezas.

Diante de um período ainda de instabilidades e de tensão, a Caciopar reafirma que é a favor do Brasil e dos brasileiros. Representante legítima de 46 associações comerciais, ela defende a modernidade, a simplificação e a flexibilização como mecanismos para tirar um dos países mais ricos do mundo das garras do atraso, da omissão e das prejudiciais consequências da corrupção. Esses fatores, conjugados com muitos outros, fazem do Brasil um caso único no mundo que, em vez de progredir, mantém-se como refém de leis, políticas e excessos ultrapassados.

A Caciopar é a favor das reformas, porque sem elas em vez da correção de rumos o País seguirá por uma rota que enfraquecerá ainda mais a economia nacional, fechará portas e elevará índices que não interessam a ninguém, como de desmandos, da improbidade e da criminalidade. Mesmo que o exemplo deva vir das pessoas e das entidades mais poderosas e teoricamente mais preparadas, que integram o judiciário e os mais diversos setores da vida pública, cada brasileiro deve fazer a sua parte, refletir e, caso perceba espaço para melhorias, mudar. Agir diferente exige coragem, discernimento, determinação mas, acima de tudo, senso patriótico.

O Brasil e os brasileiros já sofreram muito e está na hora de cada um, de forma ordenada, serena e respeitosa, assumir as rédeas da sua vida e da vida do seu País. São os brasileiros que devem definir o que esperam e querem do futuro, mas para isso precisam se unir e se colocar ao lado do que é correto. E não há outro caminho para isso senão o de agir com humildade, com o espírito desarmado e todos, tanto patrões, empregados quanto líderes dos mais diversos setores organizados, colocar o Brasil acima de interesses individuais o de grupos. Todos nós, independentemente do que cada um faz, pensa e de como se porta, merecemos ter um País melhor, mais justo e inclusivo. Podemos ser muito melhores e fazer o Brasil dar certo.

São Paulo

O prefeito de São Paulo, João Dória, gravou um pronunciamento em que pede aos servidores municipais da prefeitura de São Paulo para que trabalhem na sexta-feira, 28. Os servidores terão acesso a um aplicativo de transporte para deslocar de casa ao trabalho.

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