Editorial: custou caro, agora é governar

01/11/2017 - 12:00

Com o espinho dos 13 anos de governo petista ainda atravessado na garganta, os deputados federais decidiram pelo arquivamento da segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer. Vários fatores foram determinantes para tal decisão, a começar pela fragilidade das provas apresentadas às pressas pelo denunciante, o ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, 24 horas antes de deixar o cargo e enrolado até a medula com o affair JBS.

Três ministros e o presidente foram acusados do crime de organização criminosa. Temer também foi denunciado por suspeita do crime de obstrução de Justiça. Ao defender seu parecer pela rejeição da denúncia, o relator, deputado Bonifácio de Andrada, afirmou que a acusação contra Temer busca atingir toda a classe política e que teria sido fruto de uma “atuação política” da Procuradoria.

Os principais fatores para que aa denúncias fossem rejeitadas podem ser explicados por fatores administrativos, como o desemprego, os juros e a inflação em baixa, a economia voltando a respirar e a projeção de um PIB positivo talvez já neste ano.

Acima disso tudo, porém, está o fato de que o governo Temer jogou todas as suas fichas para se manter no poder, liberando uma quantia ainda incalculável de emendas parlamentares. Vale ressaltar que essa dinheirama tem previsão de ser utilizada em ações destinadas a contemplar as necessidades das prefeituras de todo o Brasil e, por conseguinte, no atendimento a necessidades da população.

Resta ao Brasil acompanhar a eficiente aplicação deste dinheiro. Se a destinação foi, efetivamente, aquela prevista nas emendas, o estrago terá sido pelo menos justificável.

(Editorial da edição impressa número 16, do Paraná Oeste)

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