Prefeito de Florianópolis é preso em Operação da Polícia Federal

18/06/2019 - 15:28

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, foi preso na manhã desta terça-feira (18) como parte da Operação Chabu, da Polícia Federal. A prisão temporária, que tem prazo de cinco dias, foi confirmada pelo chefe de gabinete da prefeitura, Bruno Oliveira. A operação da PF visa combater a prática de uma organização que violava o sigilo de operações policiais em Santa Catarina.

O prefeito e uma comitiva eram esperados na inauguração da Via Expressa – a visita acabou não ocorrendo e toda a agenda de Gean foi cancelada. Às 10h30, assessores e servidores do governo municipal permaneciam reunidos no gabinete da Prefeitura de Florianópolis, no Centro, onde o silêncio predomina nesta terça-feira.

Em nota, o chefe de gabinete informou que divulgará um posicionamento apenas quando tiver “informações concretas sobre o caso da PF”. “Peço paciência de todos porque precisamos ter informações também”, escreveu Bruno Oliveira.

Entre os detidos como parte da operação está o delegado Fernando Caieron, da Polícia Federal em Florianópolis. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de atrapalhar a investigação contra uma organização criminosa.

Os agentes federais prenderam, também durante a manhã, o ex-secretário da Casa Civil, Luciano Veloso Lima. Entre os 30 mandados expedidos pelo TRF 4 em Porto Alegre há 23 de busca e apreensão.

Entenda a Operação Chabu

Após análises dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, deflagrada em agosto de 2018, a Polícia Federal apurou que a organização criminosa construiu uma rede composta por um núcleo político, empresários, e servidores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal lotados em órgão de inteligência e investigação. O objetivo era embaraçar investigações policiais e proteger o núcleo político em troca de vantagens financeiras e políticas.

Durante as investigações foram apuradas várias práticas ilícitas, dentre as quais destacam-se o vazamento sistemático de informações a respeito de operações policiais a serem deflagradas até o contrabando de equipamentos de contra inteligência para montar “salas seguras” a prova de monitoramento em órgãos públicos e empresas.

As provas obtidas durante as investigações apontam a prática de crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, além da tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa.

O nome dado à operação, Chabu, significa dar problema, dar errado, falha no sistema, e é usado comumente em festas juninas, quando os fogos de artifício falham. Segundo a Polícia Federal, o termo era empregado por alguns dos investigados para avisar da existência de operações policiais que viriam a acontecer.

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