Grupo Tigre conclui treinamento de elite com polícia francesa

08/05/2017 - 09:55

Os policiais do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial da Polícia Civil do Paraná (Tigre) encerraram, nesta sexta-feira (5), mais um treinamento de elite. Desta vez, o grupo especializado em antissequestro do Paraná aprimorou técnicas de resgate de vítimas em situações extremas, ministradas pela Polícia Nacional Francesa (Raid).

Com a experiência de ter atuado nos notórios casos de terrorismo que atingiram a França nos últimos anos, os policiais europeus participaram, junto com os integrantes do Tigre, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e Polícia Militar, de simulações realizadas em locais públicos, como cinemas em aviões. O curso durou duas semanas com treinamentos táticos, práticos e aulas teóricas.

ATENTADOS - “A França descobriu novas técnicas com os últimos atentados. Teve de se adaptar a esse novo modo de operar do terrorismo. Trouxemos essa experiência e também aprendemos aqui com o Tigre, que possui experiência com o crime organizado. Tanto os policiais do Tigre quando os franceses botaram todo esse conhecimento em uma caixa de ferramenta – digamos assim – e quando precisarmos, podemos contar com uma ferramenta mais adaptada a essas situações”, afirmou o adido da Polícia Nacional Francesa, Bernard Delbé. Desde 2015, a França enfrentou uma série de ataques como à redação do jornal satírico Charlie Abdo, Boate Bataclan, atropelamentos em Nice e o tiroteio na Champs-Ellysés.

Na avaliação do delegado-chefe do Tigre, Luís Fernando Artigas Jr, o grupo cresceu muito com esse curso, tanto considerando as habilidades pessoais dos servidores, como o trabalho em equipe.

O treinamento não trabalhou apenas com o terrorismo, mas com situações de resgate de reféns em situações de risco que nos deixam preparados para as mais diversas formas de ameaça. Houve a troca de conhecimentos de táticas e técnicas com os agentes franceses, mas também tivemos uma integração fabulosa com policiais do Cope e da Polícia Militar, nos permitindo a falar a mesma língua e atuar, diante de ações criminosas, em uma força-tarefa”, afirmou o delegado.

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