Júri condena ex-tenente a 15 anos de prisão por morte de comandante

26/05/2018 - 12:47

Em Curitiba, nesta quinta-feira, 24 de maio, o Tribunal do Júri condenou a 15 anos de prisão em regime fechado um ex-tenente da Polícia Militar apontado como responsável pela morte do major Pedro Plocharski, ocorrida em janeiro de 2005.

Na época do crime, a vítima exercia interinamente o cargo de comandante do 13º Batalhão da PM, situado no bairro Capão Raso, e foi morta a tiros de metralhadora, em uma tocaia, ao sair do trabalho. Alberto da Silva Santos foi condenado por homicídio qualificado por recurso que impede a defesa da vítima, conforme o MP-PR.

O caso teve grande repercussão até porque, na época, o major investigava crimes praticados por policiais. Dois homens foram identificados como autores do homicídio – o ex-tenente, que fez os disparos, e outro ex-PM, que dirigia o veículo que abordou o carro do major.

O primeiro já estava afastado da corporação e cumpria pena em regime semiaberto na Colônia Penal Agrícola, por participação no incêndio da Promotoria de Investigação Criminal (PIC), e o segundo respondia a várias ações penais (acabou morto em janeiro de 2012 durante uma troca de tiros com a Polícia Civil).

Confissão – No Júri, o Ministério Público do Paraná atuou na acusação. O crime teve como reflexo a deflagração, ainda em 2005, da Operação Tentáculos, investigação da Polícia Federal e da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná, que culminou na desarticulação de um grupo de extermínio comandado por policiais e na elucidação da morte do major. Durante o julgamento, o réu negou o crime, mas acabou confessando que efetivamente participou do incêndio na PIC – o que negava, até então.

Veja mais detalhes nessa matéria de 2011: http://www.historico.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=12361

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